pequenas escritas repentinas, parte 1

tem dias em que a gente é visceral.
não sei não porque isso acontece. Mas tem dias que as coisas sentem mais do que normalmente sentiriam, os sentimentos ficam à flor da pele, a vida arrepia.
uma música que toca. uma mensagem recebida. um gole de vinho.
aí é quando tu te dá conta: e vale a pena não ser visceral?
vale a pena viver sem arrepiar.
sem sentir aquele frio na espinha. sem medo. sem receios. vale?
não que eu queira questionar escolhas alheias, longe de mim.
mas há muito, alguém muito querido me disse: se não for pra se jogar então nem vai.
logo eu. a toda controlada. a dose de rivotril alheia.
no dia em que eu decidi sair da minha cidade, eu decidi me jogar.
meio no escuro. com um pouco de medo.
e desde então, não há um dia em que eu não sinta medo.
mas é um medo bom. um medo que te leva pra frente. um medo que te mostra:
PUTAQUEPARIU olha tudo o que tu já passou.
e segue menina. os medos estão recém no começo.
não deixa de ser visceral.
se joga.
sente no âmago.
se não for pra ser assim, então nem vai.
ainda é tempo.
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